Uma seleção(atemporal) das melhores publicações ligadas a MPB.

Curtindo rock brasileiro

ROCK

Você vai ouvir rock de um novo jeito depois de ler este livro. Nesta obra, estão reunidas as origens e as curiosidades deste gênero musical que contagia milhares pessoas em todo o país, além de uma playlist especial para você entender e curtir de verdade o nosso som onde você estiver.

Curtindo música brasileira

CURTINDO

Você vai ouvir música brasileira de um novo jeito depois de ler este guia. Os principais gêneros musicais e suas origens: samba, sertanejo, MPB, tropicália, bossa nova, rock, pop, black music, instrumental e erudita, além de um bônus track com o melhor produzido a partir dos anos 2000. 300 discos essenciais e suas histórias. Playlists especiais e mais de 4.000 músicas para você entender e curtir de verdade o nosso som onde você estiver. Com participações especiais de Rolando Boldrin, Fagner, Roberto Menescal, Roger Moreira, Geraldo Azevedo, Lô Borges, Casuarina e Washington Olivetto.

A mpb em mudança: Cartografando a Controvérsia da Nova MPB

A MUDANÇA

A Nova MPB surgiu como termo controverso na crítica musical brasileira no início do século XXI para se referir a atores que se apresentaram no contexto de reconfiguração da indústria da música, desencadeado pelas plataformas digitais e o download de músicas pela internet, levantando questionamentos sobre a Música Popular Brasileira (MPB).
Este livro é o resultado de dois anos de pesquisa de Mestrado na linha Estética e Culturas da Imagem e do Som do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), financiada com bolsa de estudos concedida pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), e apresenta uma cartografia da controvérsia Nova MPB, descrevendo e analisando sua rede sociotécnica, identificando os seus atores principais e analisando suas ações, indicando as principais articulações e rearticulações que a Nova MPB propõe à MPB. Trata-se de um estudo teórico e metodológico sobre a MPB, segundo os pressupostos teóricos e os conceitos da Teoria do Ator Rede (TAR), suas articulações possíveis com os estudos de comunicação e música, especificamente como os gêneros musicais são constituídos de controvérsias, sendo a Nova MPB uma controvérsia contemporânea da MPB. Portanto, este livro traz indicações de rumos possíveis para as futuras pesquisas sobre MPB e para o futuro da música brasileira.

54 Anos De MPB

54 ANOS

54 Anos De MPB

As 21 melhores letras da MPB e suas histórias

AS 21

O cancioneiro brasileiro é vasto e riquíssimo. E muito embora a intenção não seja separar as letras de suas melodias, é justamente para as letras que lançaremos um olhar especial neste ebook. Você está convidado a conhecer 21 canções da música popular brasileira que foram selecionadas pela beleza e força das mensagens trazidas por suas letras. Vai conhecer as letras, seus autores, suas histórias e também poderá, através dos links, ouvir as canções interpretadas pelos maiores nomes da MPB como Bethania, Cazuza, Maisa, Dolores Duran, Nelson Gonçalves, entre inúmeros outros

Os 100 Melhores CDs da MPB

OS 100

Um livro com o papel de despertar uma discussão atual sobre a Música Popular Brasileira, representada pela suas melhores gravações em CDs. Este é o intuito desta obra. O autor deixa clara sua intenção de apresentar – especialmente ao jovem leitor – parte da história da Música Popular Brasileira, com uma visão crítica e ao mesmo tempo acessível. O resultado final do trabalho é uma obra que pode ser lida como uma introdução ao universo da Música Popular Brasileira, para os que a descobrem agora, ou como uma fonte de informações ricas para os que já a conhecem. Com certeza, um guia de referência que deve estar na estante da discoteca de cada apreciador, apontando aqueles álbuns que devem ser consultados, revistos, redescobertos. E sempre, sempre ouvidos.

MPB - No Feminino

MPB NO FEMININO

O livro MPB no feminino problematiza a tendência de muitos autores em apresentar tudo o que diz respeito ao universo da música tão somente em formas de expressão do masculino. Frente à necessidade de compreender a dinâmica das relações de gênero nas diversas práticas musicais – desde o rock, o hip-hop, a música católica, o samba e o pagode até o canto das lavadeiras –, o autor examina as formas de inserção das mulheres nos diversos espaços e funções musicais; as causas de sua possível invisibilidade e/ou reduzida participação em determinados setores; as formas de resistência das mulheres diante das dificuldades encontradas por sua condição de gênero; as representações do feminino e do masculino nas convenções musicais; entre outros aspectos. Os caminhos percorridos na investigação apontam que as diferenças e especificidades entre homens e mulheres no meio musical precisam de um tratamento que passa não só pela presença física de seus corpos em cena, mas também pelos mitos, ritos, crenças, valores, espaços de circulação e meios de produção. Além disso, o livro mostra que reconhecer e delimitar interseccionalidades para além do gênero – como raça, classe, etnia, geração – é essencial na compreensão do universo social da música popular brasileira.

Cale-se

CALE-SE

As décadas de 1960 e 1970 representaram para a MPB um período de intensa criatividade, produção e …CONTESTAÇÃO !
CALE-SE -A MPB e a Ditadura Militar é uma análise de um dos períodos que mais marcaram a História do Brasil e a produção cultural do país àquela época.
Apontando as letras das canções compostas nos anos mais duros da ditadura (1964 a 1974), fica clara a ideia de que a música serviu -e serve -como uma importante ferramenta de comunicação,
carregando mensagens (as mais variadas possíveis) com as palavras e frases que formam suas letras.
Em uma época em que a censura restringia o acesso da população brasileira à informação, a música (aqui representada pelo segmento MPB) torna-se, de fato, um importante porta-voz.

João Bosco, Galos de Briga

JOAO BOSCO

O jeito de cantar remete à escola daqueles que inventam divisões rítmicas impensáveis e impossíves para suas melodias — pura ginga, manha, malandragem e por aí vamos… Seu estilo ao violão, estudado por músicos e acadêmicos do mundo todo, é uma singular combinação de técnica, criatividade e sabedoria que, em cada compasso, apresenta frases e batidas que só seu autor é capaz de tocar. Suas composições foram gravadas pelos maiores nomes da música brasileira – time ao qual seu uniu, desde sua estreia em LP. Estamos falando do grande João bosco. Este livro traz a íntegra das entrevistas de João, do produtor rildo Hora e do músico Guinga para o programa O Som do Vinil.

João Donato, Quem é quem

JOAO

A íntegra das entrevistas de João Donato, Marcos Valle, Lysias Ênio e Laércio de Freitas para Charles Gavin e o Som do Vinil, sobre a trajetória, a inspiração e a gravação do clássico LP “Quem é quem” (EMI, 1973)
“A realização do emblemático Quem é Quem foi articulada por Marcos Valle na Odeon, durante a passagem de João Donato pelo Rio de Janeiro no final de 1972 – o amigo, após um período de 10 anos morando nos Estados Unidos, trabalhando com feras do jazz e também com grandes orquestras como as de Mongo Santamaria e Tito Puente, considerava seu retorno ao Brasil. A bagagem adquirida não apenas imprimiu sua marca nas sessões de gravação como também lançou sementes do futuro. Em Quem é Quem Donato solta, pela primeira vez, a inconfundível voz e estraçalha as teclas do Fender Rhodes e do piano acústico com grooves que, décadas depois, o conectariam diretamente aos corações e mentes das novas gerações.” Charles Gavin

Os reis da voz

REIS

Acompanhe as trajetórias dos cantores de maior sucesso da música brasileira das décadas de 1940 e 1950, a conhecida Era de Ouro. E descubra que, por trás das mais belas canções, escondem-se grandes histórias de homens que se dedicaram a uma paixão em comum: a música. Os reis da voz é uma homenagem não só a Francisco Alves, que ganhou este apelido por ter sido um grande sucesso nos rádios na década de 1950, mas também a todos os ícones de uma geração da música brasileira. As vozes e emoções desses cantores chegavam ao público através das ondas do rádio, se alastrando pelo país e conquistando corações. Esta obra reúne um pouco da vida desses grandes nomes e traz também um CD com interpretações únicas de canções das quais com certeza você se lembrará e se emocionará.

Quem samba tem alegria

ASSIS

biografia do grande e incompreendido artista Assis Valente. Em Quem samba tem alegria, Gonçalo Junior conta a vida, a obra e o tempo do autor de músicas fundamentais da chamada Era de Ouro do rádio, como “Boas festas” (“Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel”), “Cai cai balão”, “Alegria”, “Boneca de pano”, “Brasil pandeiro” e “Camisa listada”, entre tantas outras. Um talentoso e incompreendido artista que encontrou na solidão e na tristeza trazidas da infância sofrida a inspiração para criar alguns dos mais importantes clássicos da MPB. Entre outras revelações, o autor desnuda o submundo da música e do rádio, com suas intrigas, roubo e compra de sambas e marchas que levaram Assis Valente a um fim trágico. Além disso, o autor aponta um provável motivo guardado a sete chaves por mais de sete décadas para tantas dívidas.

Gente humilde: Vida e música de Garoto

GAROTO

Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto (1915-1955), foi um virtuose que dominava quase todos os instrumentos de cordas dedilhadas, especialmente violão, banjo, contrabaixo, violoncelo, guitarra, cavaquinho e bandolim. Sua maneira de compor e interpretar o samba e o choro ao violão deu novo rumo à música popular brasileira, influenciando alguns dos maiores nomes da geração posterior à sua e apontando o caminho que anos depois levou à bossa nova. Garoto registrou sua vida em um diário, base da pesquisa deste livro, que resgata suas memórias, histórias e musicografia.

Força estranha

FORÇA

Tudo o que você vai ler aqui foi vivido, ouvido, testemunhado ou imaginado por Nelson Motta. E nem ele sabe mais o que é verdade ou ficção. As forças que movem a vida são muito mais estranhas do que parecem… Em cenários e épocas diversos, uma série de personagens carismáticos e movidos a forças estranhas e emoções fortes, vivem histórias que o narrador viu, ouviu falar ou até viveu. São relatos da orla da Zona Sul do Rio de Janeiro, nas décadas de 60 e de 80; dos terreiros de Salvador à paradisíaca Boipeba; dos quartinhos frequentados pelos poderosos em Brasília; da perigosa Buenos Aires na ditadura militar; da Nova York multicultural de Woody Allen. Da Espanha almodovariana. Da swinging London dos anos 60. Aos fatos e feitos, o autor une sua criatividade, seu humor e sua prosa vibrante e saborosa. Vale o escrito!

Noites tropicais: Solos, improvisos e memórias musicais

NOITES

Mais de 80 mil cópias vendidas. Gênios e pilantras. Roqueiros e sambistas. Pirados, freaks e doidões. Todos eles estão em “Noites Tropicais” e formam o elenco de estrelas dessa trama de sucessos e fracassos, de lágrimas e gargalhadas, entre sexos, drogas e MPB. Um relato sem censura de nossa música – umas das maiores contribuições brasileiras à beleza e à alegria do mundo. Compositor, produtor e diretor artístico, crítico musical e revelador de talentos, Nelson Motta acompanhou e viveu intensamente cada momento da música brasileira de 1958 a 1992, a bossa nova, a jovem guarda, os festivais, o tropicalismo, a MPB, a discoteca e o rock.

Raul Seixas por ele mesmo

RAUL II

Raul Seixas por Ele Mesmo foi escrito a partir de entrevistas, letras de músicas, pensamentos e declarações do cantor, produzidos no curto percurso de sua vida, constituindo-se por isso curiosamente um livro autobiográfico, embora não escrito diretamente por Raul Seixas. Todo o material de pesquisa e sua organização foi realizado pelo fundador do Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube, Sylvio Passos, que foi grande amigo e companheiro do cantor.

O Raul que Me Contaram. A História do Maluco Beleza Revisitada por Um Programa de TV

RAUL

O Raul que me contaram – A história do Maluco Beleza revisitada por um programa de TV pode ser encarado como uma biografia ou como uma série de entrevistas, mas acima de tudo é um relato pessoal sobre encontros com personagens que resgatam a jornada do cantor Raul Seixas pela vida.

O livro traz na íntegra as conversas com Cláudio Roberto, Jerry Adriani, Marcelo Nova, Roberto Menescal, Marco Mazzola, Sylvio Passos, Jay Vaquer, Tânia Menna Barreto, Kika Seixas, Vivian Seixas, entre outros. Há também figuras pouco exploradas no universo raulseixista. O Dr. Luciano Stancka conta sobre o comportamento do seu paciente famoso e quando o encontrou morto na cama. A prima Heloisa Seixas relembra as “traquinagens” de Raul quando criança.

João Gordo

JOAO GORDO

O Brasil todo conhece João Gordo, o carismático e polêmico apresentador de TV e vocalista da banda punk Ratos de Porão. Por mais de vinte anos, João tem sido uma figura importante da cultura pop nacional, famoso por seu jeito escrachado e espontâneo, um personagem amado e odiado com igual intensidade. Se todo mundo conhece João Gordo, poucos conhecem João Francisco Benedan.

Em João Gordo: Viva la Vida Tosca, ele conta, em primeira pessoa, toda a história de uma vida fascinante e desconhecida, por vezes hilariante, outras vezes triste e comovente. Com seu jeito sincero e sem papas na língua, João fala de tudo: das brigas com o pai, da história do punk brasileiro, de sua trajetória incomum na TV, de sua transformação em ídolo infanto-juvenil e dos excessos – de drogas, álcool e ego – que quase lhe custaram a vida. O livro João Gordo é narrado em primeira pessoa, com o linguajar típico de João Gordo, e foi escrito pelo jornalista André Barcinski, que entrevistou João por quase dezoito meses. O resultado é um relato inesquecível da vida de uma figura incomparável de nossa cultura pop, um punk que se tornou ídolo da molecada e que nunca mudou seu jeito de ser.

Marcelo Nova

CAMISA

Dezoito discos gravados, líder da banda Camisa de Vênus há quase 40 anos, autor de canções emblemáticas, Marcelo Nova finalmente reuniu em um livro histórias de sua vida – e suas muitas percepções sobre música, carreira, família, cinema, Brasil, Carnaval, drogas, tatuagens, Bob Dylan, Raul Seixas… Sim, Marcelo de fato tem muita coisa para contar. Elaborado em formato de entrevista concedida ao jornalista André Barcinski, o livro revela a verve ácida e muitas vezes irônica de um dos maiores nomes do rock brasileiro. Como diriam seus fãs: “Bota pra fudê, Marceleza!”

Pavões Misteriosos

PAVÕES

Na década de 1970, a música popular brasileira passou por uma radical transformação. Um heterogêneo grupo de artistas desviou-se da tradição da MPB para abraçar a música pop, impulsionado pela internacionalização da cultura jovem, pela modernização da indústria do disco e pela crescente importância da TV no país.

A cena musical foi tomada por experimentações inéditas, como o glam tupiniquim dos Secos & Molhados, a mistura de samba e psicodelia dos Novos Baianos e o rock esotérico de Raul Seixas.

As novidades continuaram nos anos seguintes, com a explosão da discoteca, a fabricação de ídolos pelas gravadoras e o surgimento de artistas como Rita Lee, Frenéticas, Guilherme Arantes e Ritchie, entre outros.

Por meio de uma cuidadosa investigação jornalística, Pavões misteriosos recria esse período pouco analisado da cultura brasileira e traz à tona uma série de revelações sobre a música da época e seus personagens fascinantes.

1965. O Ano Mais Revolucionário da Música

1965

Um livro emocionante sobre o ano que mudou a história da música – e do mundo! Durante doze inesquecíveis meses em meados dos anos 1960, o mundo assistiu ao surgimento de sons provocadores e inéditos, que mudariam para sempre a cara da música pop. Em 1965: o ano mais revolucionário da música, o historiador e músico Andrew Grant Jackson narra as aventuras, descobertas e loucuras de um ano que ficou na história por sua explosão de criatividade, alimentada por rivalidades entre músicos, radicais mudanças sociais em todo o mundo e avanços tecnológicos. Beatles, Rolling Stones, The Who, Bob Dylan, Barry Maguire e Simon & Garfunkel são apenas alguns dos personagens que compõem esse livro. Jackson narra episódios fascinantes e muitas vezes surpreendentes. E, em paralelo ao cenário musical, revela a efervescência cultural que moveu mudanças tão importantes quanto as provocadas pelo Movimento dos Direitos Civis, o feminismo, a minissaia, a pílula, os psicodélicos e o Vietnã. 1965 é um relato fascinante de um ano definitivo para a cultura mundial, que produziu alguns dos maiores artistas, álbuns e músicas de todos os tempos. “Esse momento encantado de meados da década de 1960 finalmente foi investigado com o cuidado que merece em 1965: o ano mais revolucionário da música, de Andrew Grant Jackson. Este livro sustenta com habilidade a afirmação que traz no título… Escrito para amantes da música que viveram aquele período, e para aqueles que gostariam de ter vivido, trata-se de uma história cultural bem-pesquisada que não deixa nenhuma pergunta sem resposta.” – Huffington Post “Muitos dos melhores insights vêm de escritores que nos mostram o que é familiar através de um novo olhar. É isso que Jackson faz ao nos levar de volta a um ano em que muitos de nós éramos jovens, pobres e não tão felizes quanto pensávamos – mas em que havia sempre uma música incrível tocando no rádio.” – Washington Post

Legião Urbana, Dois: Som do Vinil, entrevistas a Charles Gavin

LURB

Antigos fantasmas permaneciam encastelados em Brasília. Em meados dos anos 1980, vivíamos sob a ameaça de uma distopia que se eguia com autoridade… Naquele ambiente, poucas bandas do BRock tiveram uma visão tão lúcida quanto a Legião Urbana. Corajosa, poética e visceral, sua música capturou com precisão os anseios e contradições daquela geração — e das que viriam depois. Lançado em julho de 1986, o segundo LP, intitulado simplesmente “Dois”, invadiu as rádios do país e foi totalmente abraçado pelo público. Era, porém, um sucesso diferente, onde canções íntimas se revezavam com a verbe politizada da Legião. Dois tornaria-se um dos discos mais relevantes da história do rock brasileiro. — Charles Gavin

Meu caminho é chão e céu

DADI

Dadi, o Leãozinho da música de Caetano Veloso, revela suas memórias com sensibilidade e sinceridade, desde a entrada nos Novos Baianos, até sua carreia solo. O baixista, um dos instrumentistas mais aclamados da MPB, fala sobre a concepção de discos antológicos — como Acabou chorare (Novos Baianos), África Brasil (Jorge Ben Jor), Frutificar (A Cor do Som), Circuladô vivo (Caetano Veloso), Barulhinho bom (Marisa Monte), Tribalistas (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes) e revela detalhes da história da música popular brasileira.

Eu não sou lixo: A trágica vida do cantor Evaldo Braga

ENSL

Em apenas três anos de carreira, entre 1970 e 1973, o cantor Evaldo Braga gravou dois LPs. Conseguiu emplacar sucessos como A Cruz que Carrego, Mentira, Eu Não Sou Lixo e seu maior hit, Sorria, Sorria. Aos 25 anos, porém, ele morreu em um acidente de carro. Este livro revelador conta a intensa vida do astro, a partir de dezenas de entrevistas e minuciosa pesquisa, e compõe um retrato sem preconceito do nascimento da música brega. Um livro que já nasceu indispensável.

JACOB DO BANDOLIM

JB

Considerado pela crítica um dos maiores instrumentistas da música popular brasileira, Jacob Bittencourt, o Jacob do Bandolim, tem sua vida e sua obra estudadas a fundo pela musicóloga Ermelinda A. Paz, que não traz apenas uma biografa, mas também um importante levantamento de sua discografia completa, junto de uma rara e farta documentação iconográfica. São aqui revividos os célebres saraus organizados por Jacob em sua casa, no bairro de Jacarepaguá, fundamentais para a compreensão de boa parte das origens de nossa vida musical. A vida e a obra de Jacob, que deu ao bandolim o mais profundo e visceral tratamento brasileiro, são apresentadas nessa biografia com paixão, minúcia, vasto conhecimento musical e, sobretudo, com rigor historiográfico, digno desse extraordinário músico que nos deixou tão cedo e de modo tão abrupto.

Pra que mentir?: Vadico, Noel Rosa e o samba

PQM

O coração de Vadico era uma bomba-relógio sem tempo certo para explodir. Em 1953, após enfartar pela segunda vez, e dois meses internado em um hospital de Nova York, o médico lhe deu a sentença de morte: ele viveria de cinco a dez anos, no máximo. Para chegar ao limite desse prazo, deveria seguir uma dieta rigorosa. Fez o contrário e viveu como se não houvesse amanhã. No ano seguinte, regressou ao Brasil, depois de 14 anos longe do país, e passou a fumar e a beber exageradamente, e a varar as madrugadas ao piano em boates – em uma delas, tocou acompanhado de um crooner de 18 anos chamado Roberto Carlos. Durante o dia, fazia arranjos para discos memoráveis e viu músicas suas com parceiros como Vinicius de Moraes serem gravadas por cantores importantes. Enquanto tentava provar que tinha talento para ser bem mais que o mais brilhante e constante parceiro do maior sambista de todos os tempos, Noel Rosa, Vadico acusou o amigo e parceiro de vender, sem sua autorização, alguns dos sambas que fizeram juntos. Este livro comovente conta como tudo isso aconteceu.

Quelé, a voz da cor

CJ

A primeira biografia de uma das maiores vozes da história do samba

Mais do que a primeira biografia de Clementina de Jesus, este é o registro definitivo da grandiosidade da artista fluminense. Mulher, negra, mãe e dona de uma voz que “parecia subir da terra e vir do oco do tempo”, como registrou a jornalista Lena Frias, Clementina foi revelada aos palcos brasileiros em 1964, aos 63 anos, no show O Menestrel. Menos de dois anos depois, arrebataria o público internacional, no I Festival Mundial de Artes Negras, no Senegal, e em show no Festival de Cannes, na França.

Quelé, a voz da cor traz a público a força, a doçura – e também a resistência – de Clementina de Jesus, desde seu nascimento em Valença, interior do Rio de Janeiro, em 1901, até sua morte, na capital do estado, em 1987. Não faltam a convivência apaixonada com o marido, Albino Pé Grande, o cuidado com os filhos, os netos e a amizade e o carinho com grandes nomes da música brasileira.

“O Brasil em que eu acredito tem a voz dela. Rainha.” – Teresa Cristina, cantora e compositora

“Clementina de Jesus é muito mais que um ícone do samba e da música brasileira. Ela é o símbolo da mulher negra guerreira que, apesar de todos os preconceitos e injustiças, sobreviverá, oxalá, neste lindo livro que conta a sua história.” – Mariene de Castro, atriz, cantora e compositora

“Ela foi mesmo um acontecimento, aquela voz maravilhosa e forte, diferente de tudo o que as pessoas estavam acostumadas a ouvir. Cantava aqueles sambas maravilhosos com aquela elegância toda.” – Paulinho da Viola, cantor e compositor

Música, doce música

MDM

“Música, doce música” é uma reunião de críticas e ensaios assinados por Mário de Andrade sobre a produção musical de sua época, além de comentários sobre a história dos estilos musicais. A coletânea também inclui “A expressão musical nos Estados Unidos” e textos publicados entre 1930 e 1944 nos jornais “O Estado de S. Paulo”, “Diários Associados” e “O Correio da Manhã”, nos quais o autor de “Macunaíma” comenta a obra musical de Ernesto Nazaré, Chiquinha Gonzaga, Chopin, entre outros.

Sumário:

Introdução

I. Música de cabeça
– A Música no Brasil (1931)
– Crítica do gregoriano (1926)
– O amor em Dante e Beethoven (1924)
– Reação contra Wagner (1924)
– Terminologia musical (1930)
– O Theremin (1931)
– Folclore

II. Música de Coração
– Marcelo Tupinambá (1924)
– Ernesto Nazaré (1926)
– Padre José Maurício (1930)
– Villa-Lobos versus Villa-Lobos (1930)
– Henrique Oswald (obras sinfônicas) (1929)
– Henrique Oswald (1931)
– Luciano Gallet: “Canções Brasileiras” (1927)
– Lorenço Fernandez (Sonatina) (1931)
– Camargo Guarnieri (Sonatina) (1929)
– J.A. Ferreira Prestes (1931)
– Germana Bittencourt (1931)

III. Música de pancadaria
– Campanha contra as temporadas líricas (1928)
– P. R. A. E. (1931)
– Luta pelo sinfonismo (1930-1931)
– Campanha contra o trust dos comerciantes de música (1929)
– O Bolero de Ravel (1930)
– O pai da Xênia (1927)
– Amadorismo Profissional (1929)
– O ditador e a música (1932)

IV. Novos artigos
– As Bachianas (1938)
– Música popular (O Estado de S. Paulo, 15/01/1939)
– Música nacional (O Estado de S. Paulo, 12/02/1939)
– Quarto de tom (O Estado de S. Paulo, 16/04/1939)
– Nacionalismo musical (O Estado de S. Paulo, 14/05/1939)
– Laforgue e Satie (O Estado de S. Paulo, 9/7/1939)
– Sonoras crianças (O Estado de S. Paulo, 8/10/1939)
– Francisco Mignone (O Estado de S. Paulo, 22/10/1939)
– Teutos mas músicos (O Estado de S. Paulo, 31/12/1939)
– Ernesto Nazaré (O Estado de S. Paulo, 7/1/1940)
– Camargo Guarnieri (O Estado de S. Paulo, 28/1/1940)
– Chiquinha Gonzaga (O Estado de S. Paulo, 10/2/1940)
– Paganini (O Estado de S. Paulo, 24/3/1940)
– A modinha e Lalo (Diários Associados, 28/1/1941)
– O desnivelamento da modinha (Diários Associados, 6/2/1941)
– O espantalho (Diários Associados, 27/1/1942)
– Música brasileira (Diário de Notícias, 22/3/1942)
– Histórias musicais (O Estado de S. Paulo, 15/4/1942)
– Distanciamentos e aproximações (O Estado de S. Paulo, 10/5/1942)
– São cantos de guerra (Correio da Manhã, 16/1/1944)
– Romain Rolland, músico (Correio da Manhã, 23/4/1944)
– Chopin (Diário de Notícias, 3/9/1944)
– Oferta musical
– Hino às Nações Unidas

V. A expressão musical dos Estados Unidos
– Início da música norte-americana
– O pioneiro Billings
– A contribuição do negro
– Influência americana sobre a música contemporânea
– O tradicionalismo americano
– O associativismo
– A grande lição
– Compositores modernos
– Força social da música
– O viajante do Arkansas
– Conclusão

"Não tá sopa": Sambas e sambistas no Rio de Janeiro, de 1890 a 1930

NTS

Este livro analisa o ambiente do samba carioca no momento em que este género musical começava a ganhar projeção. No início do século XX, os chamados sambistas tinham de dividir seu tempo entre a música e o batente. Eram basicamente trabalhadores dotados de bom ouvido musical, habilidade rítmica ou facilidade com as rimas, articulados em diferentes grupos e lugares da cidade, cujas rivalidades se expressavam em seus sambas e atitudes. Ao abordar a vida cotidiana dos participantes e frequentadores das rodas de samba, a analise busca estabelecer suas diferenças e acompanhar o processo pelo qual se construiu uma ideia de homogeneidade do samba e dos sambistas.

Editada no formato ePub2, a obra disponibiliza mais de 180 imagens e cerca de 40 fonogramas, além de um vídeo, permitindo que o leitor possa ver e escutar ao mesmo tempo em que lê a narrativa leve e bem-humorada da autora. Os links para acesso ao material audiovisual dependem da internet para funcionar.

A obra é o volume inaugural da coleção Históri@ Illustrada, que publica livros digitais na área da História Social e da Cultura. Como todos os volumes da coleção, o livro é acompanhado por um vídeo que pode ser visto (ou baixado) gratuitamente. Para ver o vídeo Sambas e Sambistas

Dicionário da história social do samba

DIC SAM

Primeiro dicionário sobre a história do samba no Brasil
Expressão da cultura marginal carioca do início do século XX, o samba resistiu a décadas de racismo e preconceito estético, e se tornou parte inextrincável da identidade nacional brasileira. Nesta obra de referência pioneira, Nei Lopes e Luiz Antonio Simas inscrevem o valor da negritude e da história dos negros na criação e na fixação do samba, e a ambígua inserção dessa cultura musical na sociedade de consumo.
Mais do que apenas descrever conceitos, neste importante dicionário os autores reconstroem a memória cultural de nosso país. Os verbetes organizam a trama que compõe o enredo dessa narrativa: a repressão explícita dos primeiros tempos; as escolas de samba, os pagodes e rodas como polos de resistência; a distribuição geográfica desses espaços; o samba como gênero de música popular, com seus múltiplos e diversos subgêneros e estilos e suas diferenças regionais. E, principalmente, destacam os nomes fundamentais que fizeram essa história: compositores, instrumentistas, regentes, cantores, dançarinos, cenógrafos, diretores, entre outros.

Uma história do samba: As origens

SAMBA

Depois da aclamada trilogia biográfica de Getúlio Vargas, Lira Neto se lançou ao desafio de contar a história do samba urbano. Em sua nova empreitada (de fôlego!), o escritor cearense pretende retraçar, com sua verve narrativa singular, o percurso completo desse ritmo sincopado que é um dos sinônimos da brasilidade. Em virtude da riqueza e da amplitude do material compilado, recheado de documentos inéditos e registros fotográficos, o projeto será desdobrado em três volumes – neste primeiro, Lira leva o leitor das origens do samba até o desfile inicial das escolas de samba no Rio. O samba carioca nasceu no início do século XX a partir da gradativa adaptação do samba rural do Recôncavo baiano ao ambiente urbano da então capital federal. Descendente das batidas afro-brasileiras, mas igualmente devedor da polca dançante, o gênero encontrou terreno fértil nos festejos do Carnaval de rua. Nas décadas de 1920 e 1930, com o aprimoramento do mercado fonográfico e da radiodifusão, consolidou seu duradouro sucesso popular, simbolizado pelo surgimento das primeiras estrelas do gênero e pela fundação das escolas de samba.

Sambalanço, a Bossa Que Dança - Um Mosaico

SAMBALANÇO

No ano em que se comemora o centenário do samba, o jornalista e crítico musical Tárik de Souza aborda um de seus ramais menos estudados. Sambalanço, a Bossa Que Dança – Um Mosaico, nasceu após mais de 15 anos de pesquisas sobre este estilo musical que brotou, em paralelo com o movimento bossa nova, e disseminou-se pelos repertórios de sucessos de Djalma Ferreira, Ed Lincoln, Miltinho, Elza Soares, Orlandivo, Pedrinho Rodrigues, Dóris Monteiro, um seleto elenco de compositores (Haroldo Barbosa, Luis Reis, João Roberto Kelly, Luis Antonio, Luiz Bandeira, Helton Menezes e até mesmo Carlos Imperial, Roberto e Erasmo Carlos) e um arsenal de afiados músicos (Durval Ferreira, Marcio Montarroyos, Rubens Bassini, Jadir de Castro, João Donato, Waltel Branco, Celso Murilo, Eumir Deodato, Lafayete). A partir de um ensaio encomendado pelo violeiro e professor Ivan Vilela ao crítico para uma edição sobre música brasileira da Revista USP esta tese veio a público. O gênero que tomaria de assalto as paradas de sucesso do Brasil nas décadas de 50 e 60, é retratado agora de forma definitiva na obra lançada pela gravadora e editora Kuarup, com prefácio do historiador e crítico musical Zuza Homem de Mello. O livro descreve e desvenda o movimento musical não organizado de uma época regida por urbanização vertiginosa, para alguns retratada apenas pela revolução intelectualizada da bossa nova. O pesquisador carioca reforça o argumento da tese sobre o gênero abordada na série Sambalanço, projeto musical que aconteceu, em 2003, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) do Rio de Janeiro, produzido pelo músico e historiador Henrique Cazes, com a presença dos artistas Elza Soares, Miltinho, Orlandivo, Durval Ferreira, Dóris Monteiro, Claudette Soares e, numa raríssima e derradeira aparição Ed Lincoln. A série foi filmada pelo cineasta Fabiano Maciel, parceiro de Tárik de Souza no longa homônimo a ser lançado em 2017 e também em entrevistas do livro revelador

MPBambas - Volume 2: Histórias e Memórias da Canção Brasileira

MPBAMBAS

Segundo volume da obra MPBambas transcreve entrevistas de grandes músicos e artistas do país exibidas no programa de TV homônimo pelo Canal Brasil sob a forma de enciclopédia musical brasileira audiovisual. No livro MPBambas Volume 2 – Histórias e memórias da canção brasileira, editado pelo jornalista e crítico musical Tarik de Souza, o apresentador do programa, estão os melhores momentos de encontros com 14 grandes artistas brasileiros, convidados da atração semanal, que foi ao ar entre os anos de 2009 e 2014. Comandado por um dos maiores críticos musicais do Brasil sob a direção de Darcy Burger, ela condensava em quase 30 minutos de duração histórias e memórias de ases da canção brasileira. Sem a limitação da TV, o livro traz gravações completas (e depoimentos inéditos) dos artistas entrevistados, reveladas nesta edição com exclusividade. O trabalho de degravação do material bruto foi feito em um ano pela empresa IAI Digital e agora é lançado em livro pela gravadora e editora Kuarup, com notas e comentários do crítico, e prefácio do músico e diretor do Canal Brasil, Paulo Mendonça. Neste segundo volume da série, destaque para grandes bambas da música popular brasileira como Gal Costa, Zeca Pagodinho, Cauby Peixoto, Dominguinhos, Carlos Lyra, Inezita Barroso, Monarco, Wagner Tiso, Billy Blanco, Nei Lopes, Luis Vieira, Ademilde Fonseca, Getúlio Cortes e Marlene.

A história de Chico Buarque: Guia para o fã, o professor e o estudante

CB

Este livro tem duas partes. A primeira, e a mais significativa, é “A história de Chico Buarque: guia para o fã, o professor e o estudante”. Aqui são desenvolvidos os seguintes tópicos acerca da trajetória de Chico: dos anos 40 a meados dos anos 60; a participação dele nos festivais da canção; a relação com os tropicalistas; a peça “Roda viva”, o AI-5; os anos 70; os anos 80; anos 90: “Estorvo” e “Benjamim”; anos 2000: “Budapeste” e “Leite derramado”. A segunda parte traz ensaios que tratam de letras de Chico e abordam também outros autores. São os seguintes os ensaios: “Conformadas e recolhidas: análise de ‘Mulheres de Atenas’”, “Sob as barbas do Redentor: análise de ‘Las muchachas de Copacabana’”, “O romântico popular: Chico e Tom”, “Anotações sobre romances (Fitzgerald, Salinger, Fante e outros)”, “O conto brasileiro do século 21” (revisto e atualizado), “E por falar em antologias de contos…”, “Imagens significativas: momentos de autores que têm ‘o que dizer’ na literatura brasileira pós-1930”, “Vargas Llosa e Euclides da Cunha: confluências”, “O escritor e a condição feminina”, “A ideia deixada por Davi Arrigucci Jr.” e “Exemplos de boa crítica universitária”. O autor, Rinaldo de Fernandes, doutor em Teoria e História Literária pela UNICAMP e professor de literatura na UFPB, organizou anteriormente dois livros fundamentais, de grande referência, para se entender a produção de Chico: “Chico Buarque do Brasil” (Rio de Janeiro: Garamond/Fundação Biblioteca Nacional, 2004) e “Chico Buarque: o poeta das mulheres, dos desvalidos e dos perseguidos” (São Paulo: LeYa, 2013).

1976. Movimento Black Rio

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“Edição ricamente ilustrada com imagens de antológicos bailes black da década de 1970, mostrando a genealogia do Movimento Black Rio, que completa 40 anos em 2016 Inicialmente inspirado pela revolução da funk music norte-americana, esse movimento no Rio de Janeiro foi uma afirmação social, estética e musical, que desencadeou uma mudança profunda na música e na cultura negras do Brasil. Tim Maia, Sandra de Sá e Toni Tornado são alguns dos personagens desse relato enérgico, que procura informar os mais jovens — que não viveram esse momento revolucionário — e dar voz a um período emblemático da nossa cultura, para que nunca nos esqueçamos desse poderosos músicos, djs, dançarinos e frequentadores de bailes que participaram dessa história.”

A Vida Louca da MPB

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Entre muitos comentários e olhares sobre a música popular brasileira, poucos atentam para a loucura de suas histórias. Buscando os detalhes pouco conhecidos das vidas conturbadas de artistas como Noel Rosa, Cazuza, Maysa e Vinicius de Moraes, este livro abre as portas para o lado obscuro, excêntrico e por vezes engraçado das vidas de dezessete figuras que não contemplaram qualquer barreira entre a música e o vício, que mergulharam de cabeça na vida e perpetuaram um testemunho tatuado em cifras que ainda não desapareceram de nossos ouvidos, mesmo depois de mortos. Nos caminhos e descaminhos que deram forma à música popular brasileira, dezessete artistas se destacam por suas histórias de loucuras, escândalos, porres e quedas fenomenais que renderam material inesgotável à construção de mitos. Dos anos 1930 aos 2000, eles viveram intensamente, fundaram escolas, revolucionaram estilos, encantaram multidões e continuam sendo referência para qualquer um interessado na diversificada constelação da MPB. São histórias – muitas com mais de uma versão na cada vez maior bibliografia musical brasileira – recontadas a partir de uma perspectiva distanciada, sem dourar pílulas ou esconder vexames. Desafiado a perfilar esses vidas-loucas, Ismael Caneppele tanto mergulhou na história de algumas personalidades que fizeram a trilha de sua adolescência e juventude – contemporâneos como Cássia Eller, Renato Russo, Cazuza e Itamar Assumpção – quanto foi atrás de gente da qual tinha menos referências, algumas vagas ou caricatas.

Pelos Caminhos do Rock. Memórias do Bom

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O livro de memórias de Eduardo Araújo, um dos pioneiros do rock e da soul music no Brasil

A trajetória do cantor Eduardo Araújo se confunde com o nascimento do rock nacional. Neste livro, ele apresenta um panorama da história da MPB e divide com o leitor casos divertidos e polêmicos, que viveu com os amigos Roberto Carlos e Erasmo, Wilson Simonal, Tim Maia, Carlos Imperial, entre tantos outros.
Também está aqui a época em que apresentou um programa na TV Excelsior no qual promoveu o encontro com as estrelas do que mais tarde se tornaria um dos mais importantes movimentos culturais brasileiros: a Jovem Guarda.
Com sinceridade tocante, O Bom fala da vida pessoal, da busca pela espiritualidade e do encontro com Silvinha, que se tornaria sua companheira não apenas nos palcos, mas na vida.

Wanderléa. Foi Assim

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Com seu talento, carisma e uma trajetória surpreendente que marcou época, Wanderléa é uma das cantoras mais queridas do Brasil. Ao lado de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, deu origem à Jovem Guarda, um dos movimentos musicais de massa de maior impacto no país.
Relembrando desde a infância em Minas Gerais e o sucesso ainda muito jovem até a consagração como ícone da música brasileira, a “mistura de cigana e teenager centenária” conta histórias inéditas de sua carreira, de inúmeros sucessos e grandes adversidades, incluindo os momentos ao lado de nomes de peso da música brasileira, como Roberto e Erasmo, parceiros de Jovem Guarda e amigos para toda a vida.

Todas As Letras

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Todas as letras reúne as cerca de 470 canções de autoria de Gilberto Gil, dentre as quais se destacam clássicos como “Domingo no parque”, “Aquele abraço”, “Cérebro eletrônico”, “Expresso 2222″, “Refazenda”, “Refavela”, “Retiros espirituais”, “Realce”, “Toda menina baiana”, “Não chore mais”, “Flora”, “Se eu quiser falar com Deus”, “Drão”, “Tempo rei”, “A novidade”, “A paz” e “Parabolicamará”, entre outras canções.

Além das letras do próprio Gil, incluem-se também composições feitas em parceria com, entre outros, Caetano Veloso, Chico Buarque e Milton Nascimento, versões que Gil fez para músicas estrangeiras e aquelas que ele e artistas estrangeiros fizeram para músicas de sua autoria. O volume, publicado a primeira vez em 1996, volta em edição ampliada e revista pelo próprio Gil e por Carlos Rennó. Um caderno de imagens reúne fotos que vão da infância do compositor até o ano de 2003, em que Gil figura como Ministro da Cultura.

As letras são apresentadas em ordem cronológica, subdivididas em oito grandes grupos que correspondem a períodos específicos da produção do compositor: das primeiras canções até a fase tropicalista (1962-66), do tropicalismo à fase do exílio (1967-69), os dois anos em Londres e os três que seguem à volta ao Brasil (1970-74), o período de “Refazenda” e “Refavela”, que segue com a reunião dos Doces Bárbaros (1975-78), uma fase de abertura para o pop (1979-83), a segunda fase da década de 80 (1984-89), os anos 90 e, por fim, a produção que vem depois do ano 2000.

Gil comenta 200 dessas letras, em textos que são fruto de conversas do compositor com o organizador da coletânea, Carlos Rennó. Todas as letras agrupa também composições inéditas, recuperadas graças à memória do artista ou levantadas em fontes como seus cadernos de versos, arquivos particulares, registros de shows antigos e acervos de editoras e gravadoras.

“[…] Gilberto Gil ata e desata continuamente a distância entre a eternidade e o instante através das intensidades que fluem da dança verbal de sua música.” – José Miguel Wisnik 

“Gil teve sempre a coragem de dizer as coisas em que acreditava nos momentos precisos […] tocando pontos nevrálgicos de contextos muitas vezes adversos, aos quais respondeu com integridade e paciência.” – Arnaldo Antunes

Letra Só. Sobre As Letras - 2 Volumes

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Letra só é uma seleção de letras de Caetano Veloso, organizada pelo poeta e professor de literatura brasileira Eucanaã Ferraz. O volume reúne versos dos quais se suprimiu a música, a fim de dar destaque à inventividade e à riqueza da escrita do compositor. Sobre as letras traz fotos do compositor e comentários do próprio Caetano a respeito da gênese de sua escrita.

Caetano é um caso singular na música brasileira. Desde os anos 60, sua obra já apresentava uma mescla de alta cultura com cultura de massa, tendo como principais referências os Beatles, a pop art , o cinema de Godard e a poesia concreta. Além disso, o compositor sempre teve forte inclinação para trabalhar com deslocamentos conceituais e formais, levando ao extremo as dimensões estéticas da canção.

Afastadas de sua melodia, as palavras ganham em materialidade e se mostram das mais diversas maneiras: versos econômicos aparecem ao lado de longas estruturas narrativas, construções experimentais convivem com formas tradicionais, simplicidade extrema se mistura a sofisticação formal.

A seleção foi feita a partir das familiaridades temáticas ou formais, sem a preocupação de agrupamento por discos ou de seqüência cronológica. Entre os principais temas, estão Santo Amaro da Purificação, a Bahia, o Tropicalismo, a música, o amor, o Brasil, a existência, o cinema, a literatura e o Carnaval.

O leitor de Letra só Sobre as letras poderá confirmar a força dos versos de Caetano, com sua pulsação acelerada e seu forte diálogo com a tradição poética do país. E compreenderá melhor, a partir dos comentários do compositor a respeito das canções, por que suas letras se tornaram uma referência valiosa tanto para a poesia escrita como para a canção brasileira

O Mundo não é chato

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“Verdade Tropical” é em parte uma autobiografia: ao mesmo tempo em que descreve sua formação musical e o desenvolvimento de seu trabalho como cantor e compositor, Caetano Veloso narra períodos decisivos de sua vida pessoal – a infância e a adolescência em Santo Amaro, por exemplo, ou o primeiro casamento, a prisão em 68 e o exílio em Londres. Seu tema é também a música popular, sobretudo o tropicalismo, e sua relação com outras manifestações musicais, como a bossa nova, a jovem guarda e os festivais da canção. Num plano mais amplo, “Verdade Tropical” reflete sobre questões que eclodiram nas décadas de 60 e 70, como as drogas, a sexualidade, a ditadura.

O Mundo não é chato

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Ninguém desconhece a importância de Caetano Veloso na história da música brasileira. Mas é provável que muitos se surpreendam com este livro, que confirma o perfil do Caetano escritor, trazido à luz emVerdade tropical (1998). O mundo não é chato reúne escritos para jornais, revistas, contracapas de discos ou que surgiram como prefácios e conferências, além de alguns textos inéditos.

Movido pelo vigor da observação, Caetano alia ao ponto de vista pessoal um inequívoco viés crítico e intelectual. Oswald de Andrade, Bob Dylan, Visconti, Pelé, Jimi Hendrix, Gilberto Gil, Glauber, Tom Jobim, Cazuza, Nelson Rodrigues, Fernando Pessoa, Elis Regina, Lorca são apenas alguns dos nomes que atravessam essas páginas. Deparamo-nos, então, com retratos, narrativas, interpretações e colagens que nascem tanto da admiração e da ternura comovida quanto da indignação, da ironia e da sátira.

O arco de tempo que o livro abrange não é pequeno: inclui textos antigos, quando Caetano Veloso era um jovem crítico de cinema em Santo Amaro da Purificação, até escritos de 2005. No entanto, muito mais que o amadurecimento de um artista-pensador, assistimos nesta caminhada um relato penetrante sobre o Brasil.

Gilberto Bem Perto

GILBERTO

Provavelmente não existe um brasileiro que não saiba quem é Gilberto Gil ou não lembre de cabeça algum dos seus refrões mais famosos. Mas, além de saber que Gil é um cantor e compositor baiano, foi um dos pais da Tropicália e chegou a ser ministro da Cultura, o que o grande público conhece da sua vida? As suas origens, como se consagrou como um dos músicos mais importantes e premiados do mundo, as barras-pesadas que enfrentou, os grandes amores que viveu, os dilemas existenciais e as grandes causas que o movem… tudo aquilo de que é feito o bordado da vida é alinhavado nesta biografia assinada por Gil e pela jornalista Regina Zappa. Escrita quando o músico já ultrapassa sete décadas de estrada, ela é fruto do desejo de Gil de expor, pela primeira vez, a sua história em detalhes.

A Bossa do Lobo. Ronaldo Bôscoli

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A História do conquistador da Bossa Nova, Ronaldo Bôscoli. Relato da vida de um dos mais importantes compositores brasileiros e uma das principais figuras da Bossa Nova. O livro revela detalhes da história da MPB e da vida de Bôscoli, também conhecido por sua personalidade extremamente sedutora. Nas mais de 500 páginas de “A Bossa do Lobo”, Denilson Monteiro conta a vida de Ronaldo com riqueza de detalhes, revelando como nasceram as canções que ele compôs; os bastidores dos shows que produziu; seu trabalho como jornalista; o relacionamento com a família, amigos e colegas de trabalho; a paixão pelo Fluminense Football Club; seus amores e seus desafetos. Tudo respaldado por uma criteriosa pesquisa e mais de uma centena de entrevistas com aqueles que conviveram com Ronaldo.

As histórias das Canções de Chico Buarque.

CB

As histórias das Canções de Chico Buarque. São 356 páginas, 26 capítulos divididos em períodos históricos, cobrindo de 1964 a 2008. Em cada abertura de capítulo, uma apresentação da cena sociopolítica vigente na época, com exceção de dos dois últimos – um deles sobre a morte de Tom Jobim, em 1994, em Nova York. Um livro sobre as canções de Chico é riquíssimo em personagens de todos os matizes. Está ali a nata da cultura nacional, gente como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Edu Lobo, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Toquinho e Zuzu Angel. Estão também histórias deliciosas como a da parceria de Chico e Vinicius na letra de “Gente humilde”, música de Garoto. Enciumado com as parcerias de Chico e Tom Jobim (na época eram três), Vinicius aproveitou uma ida à Itália, em 1969, para conhecer a afilhada Sílvia e pediu que Chico desse um “jeito” na letra. O amigo nada achou de errado numa letra irretocável e só acrescentou uma estrofe. Foi o suficiente para Vinicius alardear a Tom que agora também era “parceirinho” de Chico. Mais que um livro sobre músicas, “Histórias de Canções – Chico Buarque” é o relato de um Brasil contemporâneo.

Cem anos de vinicius nas histórias das letras do poetinha.

VM

Cem anos de vinicius nas histórias das letras do poetinha. Grande personalidade da vida cultural brasileira, sua obra escancara sua máxima de vida: a paixão pela mulher, seja em poesia, seja em letra de música. Na poesia, Vinicius foi admirado e festejado pela sua geração e pelas seguintes, sendo o poeta brasileiro mais traduzido no mundo. Na música, unanimidade entre seus parceiros, teria sido o letrista que mais perfeitamente encaixava as palavras, ou melhor ainda, graças à sua musicalidade aliada a habilidade com as palavras, descobria a sílaba exata para cada nota musical, como se traduzisse o som que ela pede. A palavra de Vinicius na música popular foi definitiva, influenciando, a partir da bossa nova, todas as gerações posteriores. No palco, Vinicius contava espontaneamente a história das suas canções e parcerias.

Seu Jorge

SEU JORGE

Seu Jorge é ator, cantor, compositor. Seu Jorge é, sobretudo, SEU. Este livro é um tributo feito com carinho para os fãs de Jorge Mário da Silva e de sua história de vida – conta acertos, discute passagens polêmicas e oferece uma visão equilibrada de um artista que ajudou a reanimar a música popular brasileira e provou que perseverar é conseguir.

Jorge é diferente e tirou da dura vida na Baixada Fluminense e nas ruas da Zona Norte do Rio de Janeiro a sua marca de determinação e de expressão política. Jorge Mário se dedicou a construir uma carreira como Seu Jorge, apelido que lhe foi dado por Marcelo Yuka (ex-baterista de O Rappa). Sua trajetória é repleta de êxitos aqui e no exterior.

Em depoimentos ao autor e à mídia, Jorge oferece a sua versão para os fatos, conta a sua história e mostra alguns percalços pelos quais passou, mas que não lhe roubaram a coragem e a garra tão peculiares. O livro contém vasta pesquisa em reportagens publicadas sobre Seu Jorge na última década.

Entre os grandes nomes do show business, ele é um dos mais autênticos e originais. O percurso foi árduo e lhe deixou marcas que nunca renegou – estão explícitas em sua biografia, discografia e filmografia: a infância pobre em uma favela, a desestruturação da família, a vida como sem-teto e a aproximação com a música por meio dos pagodes e dos bailes-charme.

Jorge é um trabalhador que fez da arte sua sobrevivência. Já estava escrito na primeira canção de seu primeiro grupo: “Não se sinta um derrotado e lute pra sobreviver”.

Maysa

MAYSA

Aclamado pela crítica, Maysa, de Lira Neto, ganha nova edição com prefácio inédito do autor.

Durante dois anos, Lira Neto se dedicou integralmente a reconstituir os passos da intérprete de clássicos como “Ouça” e “Meu mundo caiu”. O resultado foi a aclamada biografia Maysa: Só numa multidão de amores, publicada pela primeira vez em 2007 e que agora ganha nova edição, com prefácio inédito do autor.
Fruto de uma extensa pesquisa que envolveu cerca de duzentas entrevistas e acesso ao arquivo familiar da cantora — inclusive ao seu diário íntimo —, o livro retraça a trajetória da cantora nascida em 1936 no Rio de Janeiro, desvelando as camadas de uma das personalidades mais complexas da música brasileira. De seu casamento com André Matarazzo ao alcoolismo, dos problemas com a mídia às tentativas de suicídio, de seus amores às viagens, nada escapa ao olhar atento do biógrafo, que retrata com maestria uma vida marcada sobretudo pela intensidade.
A edição inclui um caderno de fotos.

Aracy de Almeida

ARACY

”Sou atual, estou na minha, sou griladona, estou cheia de transas e tal”.

Jurada de programa de calouros, cantora de prestígio, principal intérprete de Noel Rosa, frequentadora das altas rodas da malandragem e do high society carioca.
Este livro apresenta a história de Aracy de Almeida em suas próprias palavras. São trechos de entrevistas e programas de TV, além de depoimentos de alguns dos principais nomes da cultura brasileira, como Caetano Veloso, Jorge Mautner, Elza Soares, Ary Barroso, Carmen Miranda, Mario de Andrade, entre tantos outros. Nascida em 1914, no Encantado, subúrbio do Rio, Aracy de Almeida estreou no rádio na década de 1930 e logo tornou-se uma das principais vozes do samba carioca. Nos anos 1970, migrou para a TV e ficou nacionalmente famosa como jurada dos programas Cassino do Chacrinha e Show de Calouros, do Silvio Santos.
Com seu jeitão rabugento e desbocado, figurino inconfundível (botas, calças compridas e camisa social) e frases de efeito, Aracy tornou-se um ícone da cultura popular brasileira.

Carmem Miranda

CARMEM

Carmen , o novo livro de Ruy Castro, é a maior biografia de um artista já publicada no Brasil. Ano a ano, o autor acompanha a vida da brasileira mais famosa do século XX – do nascimento da menina Maria do Carmo, numa aldeia em Portugal (e a vinda ao Rio de Janeiro, em 1909, com dez meses de idade), à consagração brasileira e internacional de Carmen Miranda e sua morte em Beverly Hills, aos 46 anos, vítima da carreira meteórica e dos muitos soníferos e estimulantes que massacraram seu organismo em pouco tempo.

Mas Carmen não é apenas uma biografia. Enquanto entrelaça a intimidade e a vida pública da maior estrela do Brasil, Ruy Castro nos leva a um passeio pelo Rio dos anos 20 e 30, e por Nova York e Hollywood dos anos 40 e 50 – cenários em que é especialista. E ainda resgata a história da música popular brasileira, da praia, do Carnaval, da juventude do passado, da Rádio Mayrink Veiga, do Cassino da Urca, da Broadway, dos gângsters que dominavam os nightclubs americanos e dos bastidores dos estúdios de cinema – numa época em que para estrelas como Carmen, as noites não tinham fim.

A onda que se ergueu no mar

A ONDA

As andanças de Tom Jobim pelo mundo; o longo verão de Brigitte Bardot em Búzios; a trágica história de Orlando Silva; as vidas paralelas de Dick Farney e Lucio Alves; céus e mares de Johnny Alf e João Donato; samba e swing no Beco das Garrafas; com Nara Leão em Copacabana; ao redor do pijama de João Gilberto – em A onda que se ergueu no mar , Ruy Castro conta novas histórias da música que voltou para conquistar uma nova geração. Hoje ela talvez seja mais ouvida do que em 1961, em salas de concerto, teatros, boates, bares, clubes, escolas, estádios, sem esquecer os elevadores e as salas de espera, os comerciais e as trilhas de filmes e novelas. Em discos também: nunca se ouviu tanta Bossa Nova em São Paulo, Nova York, Paris, Sydney, Tóquio. E quem se dispuser a entrar em todos os sites brasileiros e internacionais dedicados à Bossa Nova, arrisca-se a morrer de velhice antes de sequer arranhar a superfície. Com Chega de saudade , de 1990, Ruy Castro foi um dos responsáveis por essa volta. Mas ali a história se encerrava por volta de 1970, quando a Bossa Nova foi dada como morta. Ruy mergulhou de novo no assunto – mas agora para falar da volta de uma música que, como as ondas, só esperava o momento de dar de novo à praia.

A noite do meu bem

CAPA ANB

Em 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra proíbe os jogos de azar no Brasil. A decisão gerou uma legião de desempregados — e um grande contingente de boêmios carentes. Os cassinos fecharam, mas os profissionais da noite logo encontraram um novo ambiente: as boates de Copacabana. Em vez das apresentações grandiosas, as boates favoreciam a penumbra, a intimidade, o romance. Assim como a ambience, a música baixou de tom. Os músicos voltaram aos palcos, mas em formações menores, tocando quase como um sussurro ao ouvido. Essa nova música, as boates e o contexto que fez tudo isso possível são o tema do novo livro de Ruy Castro, que mais uma vez nos delicia com sua prosa arrebatadora.

Dicionário da Houaiss - MPB

CAPA DIC

O Dicionário Houaiss Ilustrado – Música Popular Brasileira traz biografias e dados relevantes de mais de 5.000 autores, intérpretes, grupos, agremiações, blocos etc. Contêm centenas de ilustrações de notáveis caricaturistas brasileiros, entre eles Chico Caruso, K-Lixto, L. Carlos, Lan, Cássio Loredano, Nássara, entre outros. Traz ainda um repertório conciso da obra e discografia de mais de 2.500 nomes e grupos de nossa música popular. É o resultado de muitos anos de dedicada pesquisa do Instituto Cultural Cravo Albin sobre este apaixonante tema agora disponíveis em um livro impresso!

Toquinho - Histórias de canções

TOQUINHO

Mais um mestre da mpb revela as histórias por trás das suas canções. Após o sucesso do primeiro volume da coleção “Histórias de canções”, de Chico Buarque, a LeYa convida os leitores a descobrirem outros causos. Desta vez, de Toquinho. Um dos principais músicos e compositores brasileiros abre o baú e revela fotos e histórias inéditas das parcerias que conquistou em sua carreira e do processo criativo que cativa admiradores em todo mundo. Baden Powel, Paulo César Pinheiro, Belchior e, principalmente, Vinícius de Moraes são os personagens desta obra saborosa.

Almanaque do Carnaval

CARNAVAL

Em Salvador a festa de rua nos dias de carnaval ganhou proporções gigantescas. No Recife, o Galo da Madrugada atrai mais de um milhão e meio de pessoas. No Rio de Janeiro, o desfile no Sambódromo é televisionado para mais de 180 países. Nesse Almanaque do carnaval, o historiador André Diniz conta como isso tudo começou, conduzindo o leitor em uma viagem no tempo até chegar às grandes folias da atualidade. Além da história do carnaval, o livro apresenta a trajetória dos gêneros musicais identificados com a festa: o samba, a marchinha, o frevo e o axé. O leitor vai se deparar com canções, compositores e intérpretes que marcaram época e com os que ganham destaque na atualidade. São pequenas biografias, casos curiosos e informações sobre o contexto político, social e cultural de cada período. E o autor aborda fenômenos de mercado como Ivete Sangalo e o grupo É o Tchan, rompendo as barreiras impostas pela crítica tradicional. Há ainda mais de 120 imagens, indicações de livros e filmes e dicas de onde cair na folia em todo o Brasil.

Música Brasileira

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O livro narra a trajetória do Prêmio da Música Brasileira, projeto que ao longo das últimas duas décadas e meia se transformou na mais respeitada e influente premiação de música do país. Dessa maneira, o registro dos 25 anos do Prêmio apresenta um mapeamento do melhor da produção musical brasileira, seus compositores, intérpretes, músicos, produtores e demais profissionais envolvidos, por meio do texto do jornalista Antônio Carlos Miguel e de um riquíssima seleção de imagens, apresentada em projeto gráfico de Gringo Cardia. Entre os grandes nomes da MPB homenageados nas edições, como Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Elis Regina, Baden Powell, Maysa, Clara Nunes, João Bosco e Gilberto Gil, artistas revelados, como Marisa Monte, Adriana Calcanhotto e Lenine, e premiados, como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola, a edição consolida uma memória fundamental da história da música feita e ouvida no Brasil.

Gilberto Gil

GIL

Questões que abrangem campos múltiplos foram solicitadas, gravadas e posteriormente apresentadas a Gilberto Gil, que respondeu as perguntas sob a mediação da própria idealizadora do projeto. Em suas falas, o compositor elucida os seus métodos de criação, as constantes obsessões que envolvem o mundo criativo e também as mudanças pelas quais ele passou desde sua fase mais underground até a consolidação de sua carreira. Segundo Ana de Oliveira, “Gil praticamente gerou um sistema que repensa a questão da fala biográfica: ele faz reflexões sobre a vertigem da tarefa de viver, de compor, de ser alegre, de ser triste, de falar do passado, do futuro, do fim de tudo, de sua obra musical, da era da internet, de movimentos sociais e da não morte”.

Do Vinil ao Download

VINIL

Testemunha ocular do Dia D, desertor da Guerra na Argélia, confeiteiro em Paris, executivo da Odeon, Phonogram e WEA, pioneiro na iniciativa de análises qualitativas de mercado, negociador da libertação do publicitário Washington Olivetto. A autobiografia de André Midani é mais do que um depoimento de quem desde a década de 50 observa sob um ângulo privilegiado os bastidores do mercado musical brasileiro. Além de viver alguns dos grandes momentos da história, Midani participou ativamente do nascimento da Bossa Nova, da Tropicália e do rock nacional, dos grandes festivais de música e das fantásticas jogadas de marketing das gravadoras para projetar seus ídolos.

Edu Lobo

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Edu Lobo criou um estilo musical próprio, imprimindo na música popular sofisticação e tradição. Escrito por Eric Nepomuceno, o livro refaz a trajetória do músico e compositor, no momento em que comemora 70 anos, contando os bastidores da criação de uma obra de clássicos absolutos da MPB. São bonitas as canções – Uma biografia musical narra uma história que se mistura com o melhor da bossa nova, da música para teatro e musicais e com outros grandes nomes da música brasileira, como Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Chico Buarque. “No momento em que Edu passou a trabalhar mais com papel pautado e caneta, Eric Nepomuceno seguiu seus passos no texto de estimulante leitura sobre a produção de uma das mais densas obras na música popular brasileira. Quando Edu Lobo optou pela introspecção para assegurar pleno domínio de suas composições, isto é, concluí-las integralmente na melodia, na harmonia e no arranjo instrumental, Eric da mesma forma aprofundou a intensidade da análise musical da obra de seu personagem.”

Cesar Camargo Mariano

Cesar Camargo Mariano

Conheça a história de um dos maiores nomes da MPB. Na autobiografia “Solo”, Cesar Camargo Mariano compartilha sua história, indissociável da música brasileira. Um dos maiores nomes da MPB, narra toda a sua trajetória como músico da noite, compositor e arranjador talentoso que conquistou o respeito de artistas e do público do mundo inteiro e revela ainda ao leitor as histórias de sua vida particular, o Cesar do convívio familiar, o filho do Miro, o companheiro de Flavia, sua princesa, e o parceiro dos filhos. Solo emociona e encanta, é leitura saborosa, daquelas obras que não se consegue parar de ler até a última linha.

Caetano Veloso

CAPA CAE

Caetano Veloso dispensa apresentações, porém sua história e suas facetas ainda foram pouco exploradas. Existem livros que que abordam quase que exclusivamente a sua fase Tropicalista, porém, os longos trechos ainda desconhecidos de sua história não podem permanecer sem registro. Por isso, torna-se necessário contar sua trajetória de vida de modo amplo e irrestrito, com o respeito e a isenção que o artista merece. Este livro é resultado de uma pesquisa de vinte anos dos autores, e conta a história completa do carismático músico brasileiro, passando por todas as suas fases com igual peso, permitindo ao grande público entender e conhecer um pouco mais sobre Caetano Veloso.

Movimento Black Rio

BLACK RIO

“Edição ricamente ilustrada com imagens de antológicos bailes black da década de 1970, mostrando a genealogia do Movimento Black Rio, que completa 40 anos em 2016 Inicialmente inspirado pela revolução da funk music norte-americana, esse movimento no Rio de Janeiro foi uma afirmação social, estética e musical, que desencadeou uma mudança profunda na música e na cultura negras do Brasil. Tim Maia, Sandra de Sá e Toni Tornado são alguns dos personagens desse relato enérgico, que procura informar os mais jovens — que não viveram esse momento revolucionário — e dar voz a um período emblemático da nossa cultura, para que nunca nos esqueçamos desse poderosos músicos, djs, dançarinos e frequentadores de bailes que participaram dessa história.”

101 Canções que tocaram o Brasil

101

Este livro é uma trilha sonora da História do Brasil.

“Quando a última letra se vai e vira-se a derradeira página, os sons ainda ecoam, convidando o leitor a entrar na parceria e recordar a trilha sonora de sua própria vida. ” — Eduardo Bueno, curador da Coleção 101 e autor da Coleção Brasilis

Seguindo a linha dos livros da Coleção 101, Nelson Motta contará a história de 101 canções que, na sua concepção, foram o que de melhor produziu a Música Popular Brasileira.

Imagine-se numa mesa de bar, com seus amigos e amigas, a ouvir Nelsinho Motta contar, com a riqueza de detalhes que só um dos maiores entendidos no assunto, a história íntima e surpreendente das maiores obras-primas da MPB.

Entre as músicas escolhidas estão obras de Noel Rosa, Pixinguinha, Cartola, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Johnny Alf, Roberto Carlos, Paulinho da Viola… E tem Rita Lee, Lulu Santos, Legião Urbana, Tim Maia, Raul Seixas, e tantas outras.

João Nogueira

JOAO

O livro apresenta a rica trajetória deste que é um dos grandes nomes da música popular carioca e brasileira a partir de um olhar sobre a sua marcante produção artística.

Nesta discobiografia, que reúne informações preciosas sobre os bastidores e repercussões dos 22 álbuns feitos pelo mestre, o leitor é convidado a adentrar em um universo que reconstrói os passos da carreira do cantor e compositor, falecido em 2000, e narra com sabor alguns momentos decisivos no legado de um dos maiores nomes do samba.

Zé Ramalho

CAPA RAMALHO

Do psicodélico “Paêbirú”, raríssimo LP duplo gravado em parceria com Lula Côrtes na lendária Rozenblit de Recife, até as sessões, nos estúdios cariocas da CBS, do clássico “A peleja do diabo com o dono do céu”. Nesta entrevista, da primeira temporada d’O Som do Vinil, Zé Ramalho, exímio contador de histórias, reconstitui sua trajetória singular. Da infância em Brejo do Cruz, na Paraíba, à batalha no Rio de Janeiro para gravar seu primeiro disco solo, em 1978. O estouro no ano seguinte com “Admirável gado novo”, canção com a inconfundível verve poética e contestadora do grande trovador da música brasileira contemporânea.

Geraldo Vandré

CAPA

Quem foi Geraldo Vandré ? Por que ele se tornou amado pelo público e odiado pelos militares na ditadura? Por que sua canção se tornou um hino – Para não dizer que não falei das flores – Caminhando – jamais esquecida durante décadas? O que aconteceu com ele no exílio e depois que retornou ao Brasil? Gênio? Louco, por causa das torturas?
Nesta biografia emocionante, crucial e NÃO AUTORIZADA, Jorge Fernando dos Santos conta a história da vida e da obra deste artista que se tornou ícone da canção brasileira no auge dos “anos de chumbo”, mas acabou se afastando dos palcos, para a perplexidade dos fãs.

Tom Zé

CAPA TOM

Em meados dos anos 1970, a indústria fonográfica tupiniquim vibrava, faturando com a parada de sucessos, no que se tornaria um dos principais mercados do mundo. Do outro lado, no entanto, para além do domínio estético das “quatorze mais” do rádio e da TV, havia vida criativa. Foi nessa época que alguns de nossos mais originais compositores gravaram álbuns que passariam longe dos radares da mídia e do público, à margem do triunfo comercial e do reconhecimento. Por caprichos do destino, esses discos ressurgiram, décadas depois, na cozndição de obras primordiais de nossa cultura. Aqui revivemos um dos capítulos mais extraordinários da música brasileira: a história de Estudando o Samba, o quinto LP de Tom Zé.

Tom Jobim

TOM

As histórias por trás da garota de Ipanema, chega de saudade, águas de março entre outras canções de tom jobim! A história da música brasileira e da Bossa Nova passa pelo piano e o talento de Tom Jobim. Canções como Garota de Ipanema, Chega de Saudade, Retrato em Branco e Preto, Águas de Março e tantas outras, foram compostas por ele em parceria com célebres nomes, dentre os quais Newton Mendonça, Chico Buarque e Vinicius de Moraes – poeta, amigo e “irmão de copo”. Neste quarto volume da coleção Histórias de Canções, apresenta-se a trajetória de Tom Jobim por meio de curiosidades sobre as músicas que o tornaram famoso e admirado em todo o mundo.

Tom Jobim

TOM

Tom Jobim foi mais que um nome da música popular. Ao compositor, músico e orquestrador, reconhecido mundialmente, somava-se uma personalidade tão fascinante e multifacetada como sua obra. De sua atilada inteligência saíram observações definitivas sobre o Brasil e seus costumes. Nesta biografia de Antonio Carlos Jobim, seu amigo e jornalista Sérgio Cabral aproxima o leitor do universo desse ‘maestro soberano’.

Elis Regina

ELIS NSCA

A esperada biografia de Elis Regina, escrita por Julio Maria, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, traz a história da maior cantora do País . “Elis Regina – Nada Será Como Antes” narra a vida da cantora desde seus primeiros dias em Porto Alegre, onde interpretava “Fascinação” ao lado das amigas nas escadarias de um colégio, até sua despedida trágica, aos 36 anos, quando estava prestes a, de novo, mudar tudo em sua vida.
“Não vivi a era de Elis. Quando ela faleceu, em 19 de janeiro de 1982, eu tinha nove anos de idade, e diante dessa personagem gigante, fui o que sou há 16 anos: repórter. Me joguei com o respeito que a história merecia, mas sem nenhuma tese a defender. Creio que o olhar descontaminado de paixões ou ódios ajude a traçar um perfil mais humano e menos divino”, diz Julio Maria.

Elis Regina

CAPA

Pesquisado e escrito ao longo de três décadas, este livro ilumina o gênio da maior cantora brasileira de todos os tempos. Músico, jornalista, “elisófilo” como poucos, Arthur de Faria é o maestro ideal para o desafio de dimensionar a importância de Elis Regina numa era inigualável da nossa história musical.
Arthur dá voz a instrumentistas, produtores e arranjadores. No tom de uma conversa bem-humorada com o leitor, concede o devido espaço aos anos de formação da guria perfeccionista em Porto Alegre antes de narrar a explosão nacional da primeira artista que se mostrou perfeita para brilhar na TV. Esmiúça os meandros da indústria fonográfica. Desfaz mitos da trajetória da cantora. Relata, por um prisma original, episódios saborosos ou dramáticos de suas parcerias e brigas com inúmeros “monstros sagrados”. Fala de sua vida pessoal sem cair no sensacionalismo.
Sobressai aqui a Elis Regina que tinha ouvido de músico – a grande instrumentista que não tocava nenhum instrumento. Seu faro para lançar compositores. O assombro de quem dividiu o palco com ela em qualquer época. Uma vida inteira dedicada à valorização e à proteção dos músicos.
Mais de 30 anos depois de nos deixar, Elis canta melhor a cada dia que passa. E Arthur de Faria, com seu ouvido apurado, compartilha conosco sua interpretação de tudo que ela nos legou, da mais obscura canção ao espetáculo mais deslumbrante. Ensolarada e sorridente como ela, plena de musicalidade, esta biografia nos ajuda a entender por que Elis vive.

Sobre o Autor

Arthur de Faria é músico, compositor e arranjador. Produziu 27 discos, escreveu 35 trilhas para cinema e teatro, integra o Duo Deno, a Surdomundo Imposible Orchestra, o espetáculo Música de Cena e Música Menor – duo com o argentino Omar Giammarco. Por 20 anos liderou o Arthur de Faria & Seu Conjunto, com quem lançou cinco de seus oito discos e tocou em meia dúzia de países. Jornalista e mestre em Literatura Brasileira, ministra cursos sobre música popular brasileira no Brasil, Argentina e Uruguay, trabalha há 20 anos em rádio, publicou dezenas de ensaios, artigos, livros e fascículos sobre música popular e dedica-se há três décadas a pesquisa sobre a história da música de Porto Alegre.

Chico Buarque

CAPA CHICO

Depois que “A Banda” dobrou a esquina do distante 1966, a vida de um jovem músico chamado Chico Buarque de Hollanda nunca mais foi a mesma. Nem a Música Popular Brasileira. Suas canções foram o hino das grandes transformações sociais e políticas do país e a trilha sonora que embalou os desejos mais ardentes de antigos e futuros amantes. Em músicas, peças e livros, Chico deu voz a sonhos e desilusões, ideais e malandragens do povo brasileiro, deixando seu nome definitivamente escrito como um dos artistas mais talentosos e amados da nossa história cultural.

Para recriar a trajetória de Chico Buarque, este livro biográfico reúne fotos, manuscritos, reportagens e correspondências deste personagem singular: quem foram suas primeiras referências, como era o ambiente cultural e social em que ele cresceu e, principalmente, quem foram os parceiros e amigos com quem abriu novos caminhos criativos. O conjunto de documentos, personagens e histórias pessoais recompõe a atmosfera em que foram criadas as obras de Chico, para o leitor melhor seguir sua jornada. Embrenhados nas páginas do livro e na história de Chico Buarque estão mestres e referências, como Ataulfo Alvez e Dorival Caymmi; amigos e parceiros como o “maestro soberano” Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Miúcha, Nara Leão, Maria Bethânia, Augusto Boal e Ruy Guerra, entre tantos outros que mantiveram o diálogo criativo que engendrou a obra buarquiana. Obra que se mistura diretamente com a vida, numa jornada que ecoa toda a efervescência cultural brasileira das últimas décadas.

Chico buarque

CHICO

O primeiro perfil biográfico de um dos maiores criadores brasileiros. “Era a primeira vez, em 1999, que Chico Buarque concordava em falar longamente sobre sua vida e sua carreira com a finalidade de publicar em livro a sua história. Foram muitas horas de conversas, caminhadas, idas aos bastidores dos shows, ao campo de futebol, encontros com amigos, parceiros, familiares. Das conversas surgiu um Chico humano, moleque, inteligente, cercado pelo mistério da criação. O menino travesso e o jovem romântico. O adulto em seus momentos de criação e turbulência. Mas é, sobretudo, o Chico artista, cantor e compositor, que está retratado neste perfil. Um Chico admirado e idolatrado que permanecia, até então, misterioso.”

Nara Leão

NARA LEÃO

Especialista em história da música popular brasileira, o jornalista e escritor Sérgio Cabral compõe um relato da vida da cantora, voz que não apenas esteve na linha de frente dos principais momentos da moderna música brasileira, mas também se engajou como poucas na política de seu tempo.

Tim Maia

TIM MAIA

“Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais retorno! Mais tudo!”. O grito de guerra ainda ecoa nas festas, vivo nas canções de Tim Maia. Transgressor, amoroso e debochado, o cantor que gostava de se definir como “preto, gordo e cafajeste” se consagrou como um dos artistas mais queridos e respeitados da música brasileira, rei do “samba-soul”.
No ano em que se completam dez anos de sua morte, a história de Tim Maia é resgatada em “Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia”, por um de seus amigos mais próximos, o jornalista, compositor e produtor musical Nelson Motta.
A biografia é uma viagem pela vida do cantor, a começar pela infância e juventude, no bairro carioca da Tijuca. É o próprio Tim quem dá o tom bem-humorado da narrativa: “No dia 28 de setembro de 1942, na rua Afonso Pena 24, minha mãe, Maria Imaculada, concebeu o gordinho mais simpático da Tiju-ca. E recebi o nome de Sebastião Rodrigues Maia”.
Nelson conta que a amizade com Tim começou em 1969, quando pro-duziu para o disco de Elis Regina o dueto que apresentou ao mundo o vozeirão do cantor. Por isso, é testemunha de histórias incríveis, como as aventuras vivi-das nos Estados Unidos. A viagem não terminou bem: Tim voltou ao Brasil deportado, acusado de roubar um carro e de portar substâncias ilegais.
Como produtor musical e amigo, Nelson acompanhou essa jornada até os últimos dias da vida do cantor. No livro, ele narra um último encontro em Nova York, poucos meses antes da morte de Tim, em 1997.

Clube da Esquina

CLUBE DA ESQUINA

A íntegra das entrevistas de Lô Borges e Milton Nascimento para Charles Gavin, do Som do Vinil, sobre suas carreiras e um dos mais emblemáticos discos brasileiros: Clube da Esquina (EMI, 1972).
“A proposta deixou o departamento artístico da Odeon desnorteado: a realização de um disco de um grande astro de seu cast com um jovem desconhecido, de apenas 17 anos, chamado Lô Borges. Felizmente o projeto foi adiante… Produzido por Milton Nascimento e Ronaldo Bastos e gravado artesanalmente nos estúdios da Odeon, no Rio de Janeiro, por um super time (Milton, Lô, Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso, Nelson Ângelo, Tavito, Luiz Alves, Robertinho Silva, Rubinho, Paulinho Braga, Alaíde Costa, Gonzaguinha, Paulo Moura e Eumir Deodato), o álbum Clube da Esquina é uma das obras mais consistentes, atemporais e determinantes da música brasileira. Permanece como marco cultural e artísco, tendo influenciando roqueiros, jazzistas e mpbistas desde seu lançamento, em 1972, até hoje.” Charles Gavin

Rita Lee

CAPA RITA LEE

“Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá. E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as legendas – e até decidiu a ordem das imagens -, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas… Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado.”

Samba Canção

CAPA SAMBA CANCAO

Depois de reconstituir o mundo da bossa nova no já clássico Chega de saudade, Ruy Castro mergulha no universo do samba-canção e das boates cariocas dos anos 1940, 50 e 60.

Em 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra proíbe os jogos de azar no Brasil. A decisão gerou uma legião de desempregados — e um grande contingente de boêmios carentes. Os cassinos fecharam, mas os profissionais da noite logo encontraram um novo ambiente: as boates de Copacabana. Em vez das apresentações grandiosas, as boates favoreciam a penumbra, a intimidade, o romance. Assim como a ambience, a música baixou de tom. Os músicos voltaram aos palcos, mas em formações menores, tocando quase como um sussurro ao ouvido. Essa nova música, as boates e o contexto que fez tudo isso possível são o tema do novo livro de Ruy Castro, que mais uma vez nos delicia com sua prosa arrebatadora.

MPB - NA ERA DO RÁDIO

CAPA

O livro descreve o surgimento, nos anos 1920, do rádio de galena,no Rio de Janeiro,através do qual se projetariam duas manifestações musicais básicas da música popular: o maxixe e o choro.Sérgio se debruça sobre a influência da política republicana nas composições, sobre a ingenuidade de alguns compositores para com a esperteza de parceiros indevidos, sobre os cine teatros com música ao vivo até nas salas de espera e sobre regulamentações envolvendo execuções obrigatórias.Um panorama sobre tantos aspectos da música brasileira, do final do século XIX, ao início da Bossa Nova.

Secos & Molhados

SECOS E MOLHADOS

Aquele não seria apenas o maior grupo do rock brasileiro em 1973: o intrépido trio formado por Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad, que acabara de lançar seu primeiro LP, foi muito além: brilhou como uma supernova nas rádios e na TV, ao som de “Sangue latino” e “O vira”. A performance misturava teatro, poesia, androginia e contracultura e conectava-se a um público heterogêneo — filhos, pais e avós —, algo impensável em meio ao pesadelo do governo militar; a música, influenciada por rock’n’roll, blues, folk, MPB e poesia, provocava o establishment com overdoses de inteligência, imaginação, ironia e ternura. O Secos & Molhados tornou-se um fenômeno cultural e comportamental – sua arte e trajetória extraordinárias reverberam até hoje.
Charles Gavin

Renato Russo

CAPA

A mais completa biografia do vocalista da Legião Urbana ganha edição revista, atualizada e ampliada pelo autor.

Escrita a partir de mais de cem entrevistas e de pesquisas realizadas
ao longo de nove anos, Renato Russo – o filho da revolução narra, de forma fluente e minuciosa, a transformação do adolescente Renato Manfredini Junior no maior ídolo do rock brasileiro. A vivência intensa em Brasília sob a ditadura militar nos anos 1970 é reconstituída em detalhes neste best-seller lançado em 2009, presença constante na lista dos mais vendidos de não ficção daquele ano. Manuscritos com os planos ambiciosos do iniciante Renato e os rascunhos de sucessos como Tempo perdido e Eduardo & Monica também são reproduzidos com exclusividade, bem como as letras vetadas pela Censura Federal. Além dos depoimentos de integrantes da Legião, Capital Inicial, Plebe Rude, Paralamas e de outras bandas da era de ouro do rock nacional, a nova edição inclui capítulo inédito elaborado a partir de entrevistas com amigos e colegas, como Marisa Monte, que trabalharam e conviveram com Renato Russo no período final de sua vida, encerrada prematuramente aos 36 anos, em 11 de outubro de 1996. Lembranças e histórias do maior ídolo de sua geração e que, com a sua poética incisiva e lírica, continua a fascinar – e a emocionar – jovens de todas as idades.

Sobre o Autor

Nascido em João Pessoa (PB) em 1970, o jornalista e escritor Carlos Marcelo Carvalho morou também no Recife antes de se estabelecer no Distrito Federal e se formar em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB). Além de Renato Russo – o filho da revolução, é autor dos livros Nicolas Behr – eu engoli Brasília (2003), primeiro volume da coleção Brasilienses, e O fole roncou! Uma história do forró (2012, em parceria com Rosualdo Rodrigues), finalista do Prêmio Jabuti de Reportagem. Foi consultor do roteiro do filme Somos tão jovens, de Antonio Carlos da Fontoura e repórter, editor do suplemento literário Pensar, editor de Cultura e editor-executivo do Correio Braziliense. Ganhador de dois Prêmios Esso, na categoria Primeira Página, Carlos Marcelo é diretor de redação do Estado de Minas desde 2015.

Milton Nascimento

MILTON

Livro homenagem que descortina a trajetória e o pensamento de um dos maiores músicos brasileiros, através da reunião de mais de 50 composições suas, acompanhadas de reproduções de manuscritos, documentos pessoais e fotos raras. Mineiro, discreto, genial e dono de uma voz singular, Milton Nascimento – o Bituca – confiou seu precioso acervo ao autor e idealizador deste projeto, Danilo Nuha, jornalista e diretor artístico que, como profissional e amigo, convive com a lenda da música desde 2009. Letras emblemáticas como “Coração de Estudante”, “Canção do Sal”, “Pai Grande” e “Morro Velho”, entre outras, são acompanhadas de preciosas explicações de Milton e até de seus parceiros nas composições. Da contextualização de algumas criações musicais, brotam interessantes histórias como a da amizade entre o compositor brasileiro e o astro americano River Phoenix (1970 – 1993), que nasceu da admiração artística mútua e se transformou em ativismo ambiental, causa abraçada por ambos. Em um texto inédito, escrito especialmente para o livro, Milton descreve seu momento atual como o início de uma nova fase e considera esta obra um dos marcos desse tempo que se inicia. “Milton Nascimento: letras, histórias e canções” é essencial para dar a real grandeza de sua contribuição para a música e para o mundo, ontem, hoje e sempre.

Ary Barroso

CAPA ARY

Em No Tempo de Ary Barroso, o biógrafo e renomado jornalista Sérgio Cabral oferece ao leitor um retrato singelo, profundo e recheado de fatos inéditos sobre o autor de Aquarela do Brasil e Na Baixa do Sapateiro, dois clássicos da música brasileira e das canções mais regravadas em todo o planeta. Devido à sua fama como excelente jornalista, construída ao longo de sessenta anos de carreira, Cabral teve acesso a arquivos particulares, até então fechados à divulgação, além de depoimentos reveladores sobre o percurso do compositor. Em linguagem deliciosa, cheia de verve e humor, No Tempo de Ary Barroso registra a história e a obra do mineiro Ary Barroso, durante várias décadas influência e liderança incontestável no cenário cultural brasileiro. Como autor de clássicos, locutor de futebol, jornalista e ativista em defesa dos direitos autorais, Barroso protagonizou episódios representativos da cultura e da política do país. Esteve ao lado de personagens como Carmen Miranda, Aurora Miranda, Aracy Cortes, Aracy de Almeida, Eliseth Cardoso, Almirante, Braguinha, entre vários outros. Um livro fundamental.

Belchior

BELCHIOR

Um livro revelador sobre uma figura fascinante da mpb que merece ser mais conhecida do público. Um artista às vezes enigmático, sempre refinado e imensamente popular. Caderno de imagens em cores. Discografia completa. A morte de Belchior, em abril de 2017, foi uma comoção nacional. Dez anos antes, o artista desaparecera. Foi a partir do mistério desse sumiço que Jotabê Medeiros deu início à pesquisa para um livro sobre o autor de clássicos como “Velha Roupa Colorida”, “Alucinação” e “Como nossos pais”. Realizou dezenas de entrevistas com parceiros musicais, amigos, familiares e produtores de seus discos. Apenas um rapaz latino-americano traz períodos pouco conhecidos da vida de Belchior, como os anos em que passou em um
mosteiro, na adolescência. Foi ali que o artista travou seu primeiro contato com a literatura e a filosofia e habituou-se ao silêncio e à introspecção que seriam características marcantes até o fim da vida.

Novos Baianos

NB

As páginas desse livro revelam a história de um dos principais grupos da Música Popular Brasileira nos últimos cinquenta anos – Novos Baianos. Luiz Galvão, um dos fundadores, é quem conta os bastidores de um dos símbolos da afirmação da liberdade e da democracia no Brasil. O livro conta também as desventuras do jovem grupo que surgiu na década de 1970, a relação com as drogas, as trapalhadas com a polícia e o cotidiano intenso vivido em comunidade.

BN

Com prefácio assinado pelo escritor Paulo Coelho e apresentação do jornalista e escritor Nelson Motta, Essa tal de Bossa Nova reúne histórias da música brasileira contadas por Roberto Menescal, um dos criadores da Bossa Nova. O livro é divido em dois momentos, o primeiro dedicado às histórias da Bossa Nova, e o segundo às histórias da MPB vividas por Menescal no período em que foi Diretor Artístico da PolyGram. As histórias de Menescal trazem os primeiros encontros entre aqueles que viriam a ser os protagonistas de um dos mais importantes movimentos da música mundial, os bastidores do histórico show no Carnegie Hall e o impacto daquela noite nas vidas dos envolvidos com o movimento. Esse evento mudou os rumos do gênero musical que nascera anos antes na timidez do apartamento de Nara Leão, musa da Bossa Nova. Maysa, Astor Piazzola, Roberto Carlos, Dorival Caymmi e Villa Lobos são alguns dos personagens dessas histórias.

Fonte de pesquisa: Amazon Serviços de Varejo do Brasil Ltda

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