CAPA CD

 Seus sons e sua voz estão maduros e resgatam a sonoridade dos anos 70 com uma música suingada, cheia de nuances. As letras são paixões à flor da pele, escritas num cartão postal de São Paulo. Ela descobriu desde cedo que sua voz é bem maior que si mesma e a cidade que a gerou.” Osmar Santos Jr – Rádio Eldorado  Brasil 2000FM

A cantora e compositora Maga Lieri lança o terceiro trabalho (em dois formatos: CD e vinil) de sua carreira, decorrente de seu projeto “O Sotaque Soul de Maga Lieri”, uma homenagem aos compositores de soul brasileiro dos anos 70, com apoio do Proac e patrocínio da Sociedade da Cerveja. O projeto teve como escopo, divulgar a música negra feita no Brasil nos anos 70. Foram realizados dez shows, em Casas relevantes de São Paulo, com participações especiais de Léo Maia, Walmir Borges e Dom Paulinho Lima, bem como um show gratuito no CEU Butantã, como contrapartida social. Mais uma vez os arranjos inspirados do disco ficaram com o maestro Jefferson Caetano. O trabalho conta com canções de Carlos Dafé, seu padrinho musical, além de Hyldon, Cassiano, Jorge Ben Jor, Don Beto, Tony Bizarro, Luis Vagner, Fábio e seus parceiros. Regrava, também, “Lábios de Mel”, sucesso na voz de Tim Maia, sua maior influência. O disco conta ainda, com a participação especial de Cláudio Zoli reproduzindo o duo de Fábio e Tim na romantíssima “Até parece que foi sonho”.

Foi indicada ao 22º PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA – 2011 como melhor cantora na categoria Canção Popular pelo seu segundo trabalho, lançado no mesmo ano, intitulado “Bem Acompanhada”. Esse CD autoral foi indicado, também, ao PRÊMIO DYNAMITE DE MÚSICA INDEPENDENTE 2011 (a mais importante premiação da música independente do Brasil) na categoria melhor álbum de black music.  Nesse disco, ela reuniu canções próprias, parcerias e a releitura do grande sucesso dos anos 70 “Pra que vou recordar o que chorei” com a participação especial de seu autor, o ícone da soul music brasileira Carlos Dafé.

Maga trouxe também o rapper Thaíde, referência do rap nacional, na canção “Sotaque Samba Soul”, uma crônica suingada da periferia de São Paulo, e Lino Krizz, revelação da Black brasuca. Além da intimista e poética “Grades do tempo”, interpretada pelo harpista Rogério Temporini, parceria do compositor carioca Márcio Bragança e do jornalista Toninho Spessoto, respeitado crítico musical, falecido em 2010.

Festejada por radialistas, jornalistas e críticos musicais em seu Cd de estréia “Maga Lieri” lançado em 2006,  Maga mostra agora, em terceiro trabalho, exclusivamente seu lado intérprete reunindo regravações de compositores do soul brasileiro com muita força, balanço e paixão, que é seu cartão de visitas.

Iniciou sua carreira como backing vocal de Tom Zé e foi integrante de uma das últimas formações do Secos & Molhados ao lado de João Ricardo, participou do CD comemorativo dos 30 anos da legendária banda Made in Brazil e dividiu o palco com Salloma Salomão (doutor em história afro-brasileira, cantor e compositor).

Gravou com Filó Machado, DuoFel, Lula Barbosa e outros, a canção-tema brasileira da Marcha Mundial Pela Paz e Não-Violência.

Em 2010 e 2011 apresentou e produziu o programa musical Tah Ligado! na AllTV www.alltv.com.br.

.Salloma Salomão, doutor em História Afro-brasileira, descreve Maga e sua biografia:

 “(…) Dançou com os moleques negros dos  guetos do Jardim Miriam e Grajaú, que faziam um suingue ímpar com a mão direita, uma bateria improvisada, baixo e guitarra de madeira tosca. Ela bebeu na fonte dos mestres da Black Music paulista e carioca e não ficou apenas nisso, verificou de perto o som das jovens negras das igrejas protestantes quando isso era totalmente desconhecido, conviveu com elas, aprendeu com elas, se humanizou e humanizou sua música com eles e com elas (…)”

 “(…) Por isso sua cultura musical é larga, generosa, ampla. Por isso toda a sua experiência marcou fundo o seu gosto, seu  estilo, o timbre que ficou mais sujo e carregado, mais grave africano. Cantou Cassiano, Benjor, Tim, Dafé, antes que se tornassem um modismo inócuo. Sua musicalidade traz a marca de um tempo que já era, mas que também está por vir”. 

E o crítico Beto Feitosa (Ziriguidum – UOL):

Além do excelente material vocal que carrega, Maga Lieri mostra personalidade e agarra sua música com uma força apaixonada. Quando a maré aponta a eletrônica, ela volta a uma big band soul, cheia de bons resultados”.

:             “Maga Lieri  resgata e atualiza a soul music dando um toque feminino e contemporâneo” (…)(…)Bem Acompanhada traz o vozeirão de Maga Lieri cheio de suingue black, tempero que faz falta hoje na música brasileira”. A moça loura de olhos claros surpreende criada com o suingue da black music. Sua escola passa por mestres como Tim Maia, Cassiano, Dafé e Hyldon sem falsos oportunismos de última hora. Quem a ouve cantar percebe que a referência é verdadeira e apaixonada. A voz quente e envolvente é especialmente educada para o soul brasileiro que teve grande sucesso na década de 70, mas ainda não perdeu seu oxigênio criativo. Maga Lieri tem esse pé no passado atualizando a linguagem dos mestres sem deixar de dar sua própria identidade”.


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